EUA e Irão retomam hostilidades

EUA e Irão retomam hostilidades

A guerra no Médio Oriente voltou a escalar nas últimas horas, depois dos Estados Unidos terem atacado a ilha iraniana de Larak. Teerão retaliou, alegando legitima defesa e atingindo alvos militares norte-americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.

Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa

São as primeiras hostilidades entre os Estados Unidos e Irão, no último mês. Uma escalada que aumenta o risco de reacender o conflito após semanas de relativa calma militar.

Os EUA dizem ter atacado a Ilha de Larak para impedir o lançamento de minas marítimas, o que provocou represálias contra bases aéreas usadas pelas forças norte-americanas, além de incêndios em navios-tanque no estreito de Ormuz. O ataque visava duas plataformas de lançamento de mísseis.

A ofensiva causou um número ainda indeterminado de mortos e feridos, entre civis e militares.

O Irão retaliou pouco depois, atacando bases aéreas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
Num comunicado divulgado pelas agências de notícias iranianas, o departamento de relações públicas do exército afirmou que dezenas de drones foram lançados contra a base Al-Manhad nas primeiras horas da manhã.

O exército iraniano indicou que o alvo do ataque foram instalações onde se encontravam pessoal e helicópteros norte-americanos na referida base, e que este ocorreu horas depois de a Guarda Revolucionária Islâmica lançar mísseis e drones contra duas bases norte-americanas na Jordânia.

De acordo com a nota do exército, acompanhada de um vídeo do suposto lançamento dos drones, o ataque surgiu "em resposta à recente agressão do inimigo e em retaliação pela morte de membros da Guarda Revolucionária e de civis" num ataque dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha de Larak, sem fornecer mais detalhes nem números sobre as supostas vítimas.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou entretanto que um superpetroleiro sofreu um incêndio após ser atingido por duas minas navais no estreito de Ormuz, passagem cujo controlo é disputado pelo Irão e Estados Unidos.

"Um superpetroleiro que infringia as normas e que tentava atravessar a rota ilegal a sul do estreito de Ormuz colidiu com duas minas navais, sofreu um incêndio de grande magnitude e ficou completamente imobilizado"
, indicou o corpo militar de elite

A Guarda Revolucionária alertou ainda que outros navios que violassem as sua regras enfrentariam o mesmo destino e afirmou que o cumprimento dos regulamentos para a passagem pelo estreito era obrigatório.

Os últimos ataques conhecidos dos EUA contra o Irão ocorreram no final de julho, e a guerra chegou a um impasse nas últimas semanas, com Washington a ameaçar impor sanções onerosas aos países que apoiam Teerão.
Trump publica vídeo a alertar para destruição da ilha iraniana de Kharg
O presidente dos Estados Unidos partilhou no domingo um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) na rede social Truth Social, que mostra a destruição da ilha iraniana de Kharg, principal terminal petrolífero do país.

As imagens simulam bombardeamentos, mostrando um tanque de armazenamento e um petroleiro a explodirem, vistos a partir de uma aeronave. A publicação inclui a mensagem: "A ilha de Kharg a ser reduzida a pedaços!!! Presidente DJT".



A publicação de Donald Trump surgiu horas depois do primeiro ataque norte-americano contra alvos iranianos em um mês, que atingiu a ilha de Larak, no estreito de Ormuz.

O ataque levado a cabo pelos EUA contra a ilha iraniana de Larak destruiu duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas.

Um responsável norte-americano adiantou à emissora CNN que foram utilizados drones para realizar a operação. Em resposta, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia.

O Centcom concluiu a remoção de minas das rotas marítimas internacionais no estreito de Ormuz, disse o Presidente dos EUA, Donald Trump, em 25 de agosto.

Trump advertiu o Irão de que qualquer embarcação que colocasse novos dispositivos explosivos neste estreito marítimo, por onde circula uma parte significativa dos hidrocarbonetos exportados a nível global, seria "destruída imediatamente e de forma sistemática".

C/agências
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